A primeira edição de Teoria da Investigação Criminal recebeu ótima acolhida da comunidade investigativa, principalmente dos delegados de polícia e de investigadores oficiais, que encontraram uma sistematização da matéria com elementos científicos que possibilitam o aprofundamento da investigação criminal, seja em estudos espontâneos ou em cursos promovidos pelas academias de polícia e, também, nas universidades.
A investigação criminal exige uma postura científica, indagando sobre o seu ser, o para que e porque se faz aquilo, em vez de insistir apenas no fazer automaticamente. A sociedade é dinâmica e o criminalista tem de debruçar sobre o ser, às vezes se reinventar, mas quase sempre se adaptar, principalmente devido ao dinamismo da criminalidade conforme evolui a sociedade.
O leitor certamente notará que a obra tem como função referencial dar a conhecer o universo da investigação criminal, com delimitação própria que a identifica dentre outras disciplinas científicas. Ao mesmo tempo a obra apresenta o objetivo de buscar o convencimento do leitor sobre a existência de uma gama robusta de saberes oriundos da epistemologia e outras áreas, os quais podem apoiar o estudo da matéria, inclusive com o aporte de uma linguagem bastante aderente a ela.
Embora os sentidos atribuídos ao longo da obra possam parecer inconformista ou transgressivo, ou quiçá, conservador para alguns e progressista para outros, caberá ao leitor identificar àquilo que é imanente à investigação criminal, sem deixar de lado as intersecções que a torna interdisciplinar.
Célio Jacinto dos Santos
Diretor e professor do Centro de Estudos de Investigação Criminal – CEICRIM.
Mestre em Criminologia e Investigação Criminal pelo Instituto Superior de Ciências Policiais, Lisboa, Portugal.
Especialista em Processo Penal pela PUC/MG, campus Poços de Caldas.
Coordenador da Coordenação de Altos Estudos em Segurança Pública, da Academia Nacional de Polícia – ANP, atual Escola Superior de Polícia – PF, de 2008 a 2011.
Professor em cursos EAD da ANP, de 2010 a 2016, nas disciplinas Teoria da Investigação Criminal, Direitos Humanos, Criminologia, Ciências Policiais, Organização Criminosa e Crimes Eleitorais.
Delegado da Polícia Civil de São Paulo, de 1993 a 1999.
Delegado de Polícia Federal aposenta- do em 2016.
Editor Responsável e Presidente da Comissão Editorial da Revista Brasileira de Ciências Policiais, de 2010 a 2011. Avaliador da Revista Brasileira de Ciências Policiais, de 2013 até a presente data.
Colaborador em obras coletivas sobre investigação criminal, polícia judiciária, segurança pública e crime organizado, e autor da obra Investigação Criminal Especial: seu Regime no Estado Democrático de Direito.
R$ 200,00